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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eco Socialismo uma nova proposta .

Reproduzo aqui,um artigo do Site Esquerda.Net, que seria bem interessante,debater,o eco socialismo,a proposta economico social do socialismo ,junto ao desenvolvimento sustentavel ambiental :

 

O que é o eco-socialismo?

A definição mais simples de eco-socialismo parte da clássica distinção entre “verdes” e “vermelhos”, da qual decorre a tentativa de unificar duas tradições paralelas de activismo social. Mas este ponto de partida conduz-nos a uma definição demasiado simples e até enganadora, dado que assume erradamente uma associação entre socialismo e produtivismo. Na realidade, o socialismo produtivista é uma contradição nos termos, como a trágica experiência da URSS o demonstrou.
Podemos encontrar as raízes do pensamento ecológico socialista nos escritos de Marx. No primeiro volume de “O Capital”, Marx alerta para a contradição entre os sistemas sociais e os sistemas naturais, com base na ecologia política agrária. O contemporâneo Justus Von Liebig, um químico pioneiro da adubagem artificial dos solos, já havia alertado para a irracionalidade presente na agricultura industrial, que retira nutrientes do solo sem os repor. A violação do princípio da reposição leva assim ao duplo problema da redução de fertilidade dos solos e da poluição das águas citadinas com dejectos humanos. Marx, articulando este dilema ecológico com o modo de produção capitalista, desenvolve o conceito de falha metabólica como a perturbação da relação metabólica entre a humanidade e a natureza.
Também nos escritos de Engels podemos encontrar uma rejeição do produtivismo capitalista. Na sua “Dialéctica da Natureza”, Engels advertia que as vitórias humanas sobre a natureza são apenas temporárias, recorrendo aos exemplos dos povos que destruíram as florestas para obter terras aráveis e que sofreram depois as consequências drásticas da perda de reservatórios de humidade e da erosão dos solos. A finalidade da humanidade não é, assim, a de perseguir o impossível projecto de dominação da natureza, da qual, aliás, é parte integrante, mas antes a de usar a sua capacidade única de conseguir aprender as leis naturais para as aplicar correctamente.
Os escritores do “Manifesto Comunista”, contudo, não foram sempre coerentes com estes princípios, tendo-se deixado maravilhar pela máquina produtiva capitalista e associado o socialismo ao desenvolvimento contínuo das forças produtivas. O eco-socialismo de hoje procura corrigir esta falha, articulando a planificação da economia com os limites ao crescimento. Esta corrente desenvolve-se em oposição ao eco-capitalismo (incluindo a sua versão keynesiana) mas também se distingue do comunismo ortodoxo, de forte pendor anti-ecológico (a este respeito, consultar o “Avante”).
O sociólogo John Bellamy Foster definiu o eco-socialismo como a regulação racional da produção, respeitando a relação metabólica entre os sistemas sociais e os sistemas naturais, de forma a garantir a satisfação das necessidades comuns das gerações presentes e futuras. Inerente a esta definição estão alguns princípios essenciais:
  1. O reconhecimento dos limites ao crescimento e a ruptura com a lógica produtivista que associa o aumento do bem-estar a um aumento da produção. Colocar o prefixo “eco” na palavra socialismo implica conciliar a igualdade intra-geracional com a igualdade inter-geracional.
  2. A reformulação do sistema produtivo de forma a torná-lo dependente unicamente do uso de recursos renováveis. Articulando com o princípio anterior, a sustentabilidade exige um uso dos recursos renováveis a um ritmo que garanta a sua renovação.
  3. O uso social da natureza, privilegiando a gestão comunitária de recursos comuns.
Construir o eco-socialismo implica ir muito além de um mero “rebranding” do socialismo. Não basta defender pequenas mudanças no sistema produtivo que apenas arranham a superfície da biocrise que atravessamos. Não basta também apontar o dedo ao capitalismo, como se a superação da exploração humana levasse automaticamente à superação da exploração da natureza pela humanidade. Do que se trata é de compreender a crise ecológica como uma manifestação extrema da desigualdade no acesso aos recursos e da incapacidade de planeamento para a sustentabilidade que caracterizam o sistema de produção capitalista.
Há muito por fazer. Não podemos ser puristas nem pensar que podemos mudar o mundo de um dia para o outro. Devemos, portanto, defender reformas imediatas que reduzam o impacto ecológico do sistema produtivo (mesmo que impliquem uma redução dos lucros). Isto não implica, naturalmente, deixar de lado os princípios socialistas em nome da “defesa do planeta”, como fizeram muitos partidos verdes. Superando a dicotomia imobilismo/reformismo, devemos defender reformas não reformistas (usando o conceito do eco-socialista Patrick Bond), que mudem a relação de forças existente, abrindo o caminho a conquistas mais profundas.
De Copenhaga a Cochabamba, uma rede de movimentos pela justiça ambiental ganha raízes, confronta os grandes poluidores e constrói uma nova ordem mundial. O eco-socialismo é a única corrente política que pode dar uma resposta convincente às suas reivindicações. Saibamos estar á altura da tarefa .

Ricardo Coelho.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Verdade que muita gente não sabe .

À quem viu ,Simão Jatene, a "esperança pro Pará crescer de novo" ,prometendo mundos e fundos para conseguir vencer a eleição de 2010,com o discurso do homem calmo e do povo,com palavras sempre bem articuladas ressaltando mais emoções,do que projetos (vide os debates do primeiro e segundo turno),sempre falando mais em generalidades do que especificidades de seus projetos,agora já eleito e empossado,uma série de denúncias já permeiam seu governo,com uma mínima cobertura da mídia de grande veiculação de Belém e no Estado do Pará.
Porém como dever de cidadão ,irei reproduzir aqui uma das denúncias,apenas uma,dentre muitas,um caso muito comum ,entre os Tucanos e suas elites sempre bem servidas de caviar e vinho Bordeaux dos vinhais de Provença,enquanto o resto do povo do Pará come sardinha em conserva e água de torneira,pois uma coisa os tucanos não podem negar,em todas suas admnistrações,eles são bons em fazer obras .... para grandes empresários,para elites financeiras,estradas para escoar produção do latifúndio,e o povo e o social ,ganha os restos dessa turma,Afinal como disse Miriam Leitão em um comício do PSDB,que o PSDB congrega uma grande massa ,mas " Uma Massa Cheirosa".




Denúncia de Nepotismo,no Governo Simão Jatene,iniciativa da OAB.


Denúncia grave da OAB,que chegou á ser perseguida por rede de pessoas e organizações ,defensora de Simão Jatene e seu governo.

OAB analisou mais de 400 nomeações em cargos de acessoria ligados ao gabinete do governador Jatene.E ,enquanto os carros para segurança custam caros demais para o governo,Jatene parece não achar muito pagar cerca de R$ 30 milhões por ano com salários desses servidores.
Um dos casos levantados, após análises no “Diário Oficial”, é o de Rosa de Fátima Queiroz das Neves, mulher do desembargador Claudio Augusto Montalvão Neves. Ela foi nomeada neste ano “assessora especial 2″ no governo do Estado.

A estimativa que haja 750 cargos só no executivo estadual,como cargos comissionados.

Segundo o Presidente da OAB,os cargos variam entre R$ 3.000,00 á R$ 7.000,00

E para piorar,a análise não chegou nem nas nomeações de secretarias e outros orgãos estaduais.A farra da contratação de parentes no Governo Tucano de Jatene,foi noticiado em vários veículos de circulação nacional,entre eles a Revista Istoé ,que deu uma cobertura especial aos fatos,interessante não vermos isso em páginas dos principais jornais do Pará ,não é minha gente ?


 Estamos Atentos !